Devido à popularização de novas interfaces de interação e novos processos de síntese sonora, muito tem sido estudado e desenvolvido no que diz respeito à construção de Instrumentos Musicais Digitais (DMIs) nos últimos anos – área conhecida como Luteria Digital. DMIs podem ser definidos como dispositivos que possuem uma unidade de interface de controle e uma unidade de geração sonora, ambos conectados através de uma estratégia de mapeamento. Ao contrário dos instrumentos acústicos, cuja produção do som depende das características do material e do arranjo físico de suas partes, o instrumento digital permite uma maior liberdade na sua construção, já que rompe com as tradicionais restrições físicas de causa e efeito. Essa liberdade acarretou o surgimento de uma grande diversidade de novos instrumentos que trouxeram junto com eles um novo desafio: como avaliar sistemas tão diferentes em um domínio tão subjetivo como a música? Esse é o contexto deste trabalho. Nele propomos um framework para avaliação de instrumentos musicais digitais focando na sua experiência de uso. Com isso, esperamos auxiliar o processo de design iterativo de novos DMIs, tendo em vista a opinião de seu stakeholder mais importante; o performer. Para tanto, melhoramos iterativamente o framework no decorrer de ciclos de experimentos (aplicados a DMIs oriundos de contextos diferentes), cada um provendo críticas e insights para ciclos posteriores. Ao final chegamos a um resultado que, apesar de ainda genérico, se aproxima bastante do que entendemos ser uma boa metodologia de avaliação de DMIs – nos ajudando a compreender melhor a natureza da relação performer-DMI e sua importância para o desenvolvimento da Luteria Digital.

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